Um pouco de quem é a Carol e do que é Comidarista;
- caroline goch
- 1 de jan.
- 3 min de leitura
Atualizado: 29 de jan.
Meu nome completo é Caroline Maria Bilha Goch, estudo gastronomia desde 2012, trabalho com gastronomia desde 2015, criei a Comidarista em 2019 e sou professora de gastronomia desde 2020 e mestranda e pesquisadora em Ciências Ambientais desde 2024. A Comidarista é um espaço de partilha, sabores, autonomia e soberania alimentar.

Minha paixão pela gastronomia é dessas paixões que atravessam o tempo e a lógica, muda de forma, amadurece, mas nunca deixa de pulsar.
Sou formada em Gastronomia desde 2015, fiz especialização em Cozinha Autoral em 2019 e, desde 2020, atuo como professora de gastronomia. Antes e junto da docência, vivi mais de dez anos dentro de cozinhas, passando por diferentes áreas: café, confeitaria, bar, garde manger, produção, eventos e, principalmente, gastronomia saudável. Cada estação, cada serviço, cada equipe e cada prato foram me ensinando a aprimorar técnicas e o significado e valor dos alimentos, seus vínculos, narrativas e experiências individuais e coletivas.
Acredito na comida como ferramenta de cuidado, autonomia e transformação. Acredito na comida de verdade, no alimento que tem história, território, afeto e intenção. Por isso, a gastronomia sustentável não é apenas um conceito para mim, mas um modo de existir na cozinha e no mundo.
Atualmente sou mestranda e pesquisadora, investigando as feiras agroecológicas, os saberes dos feirantes, as relações de pertencimento, as questões de gênero, os patrimônios alimentares e a soberania alimentar. Essa pesquisa atravessa profundamente minha forma de cozinhar, ensinar e criar: ela me lembra diariamente que comida é cultura, é identidade e relação social e ambiental.
Sou encantada pelas artes, pelas culturas e pelas gastronomias do mundo. Gosto de viajar pela cozinha — num jantar mexicano cheio de cores e especiarias, num prato japonês minimalista, numa mesa brasileira cheia de memória e sentido.
É desse encontro entre prática, estudo, sensibilidade e desejo que nasce A Comidarista.
A Comidarista nasce em 2019 como meu trabalho de conclusão da especialização em Cozinha Autoral. Naquele momento, ela já surge como um protótipo de serviço de educação em gastronomia, muito parecido com o que hoje começa a ganhar forma novamente: um espaço para aprender, trocar, experimentar e se aproximar da comida com mais consciência e prazer.
Com o tempo, A Comidarista também se torna um espaço de comunicação — um lugar para falar sobre comida, compartilhar sabores, receitas, reflexões e processos.
Durante a pandemia, A Comidarista vive uma fase de entregas e presença nas feiras. Passa pela Feirinha Cansei, vou Viver da Minha Arte na praça, com vendas de biscoitos, doces e quitutes na Casa Motiro. Quando, aos poucos, os encontros voltam a ser possíveis, A Comidarista ocupa também o bar da Cansei na Casa Motiro, vendendo bebidas com e sem álcool, junto de outras pessoas que também acreditavam na força da comida como encontro e sustento.
Com minha entrada na docência, A Comidarista permanece viva, ainda que em silêncio por alguns períodos — habitando principalmente o Instagram, entre um semestre e outro, entre uma aula e outra, entre um projeto e outro.
Agora, mesmo com a pesquisa de mestrado e a vida de professora, A Comidarista retorna com mais intenção: como um espaço de criação, partilha e autonomia. Um espaço que nasce do desejo de fazer o que amamos e de construir caminhos em uma rede de possibilidades.
A Comidarista é feminina, sensível, curiosa e múltipla. Ela acredita na comida como linguagem, como ponte e como potência.
O símbolo da Comidarista é a alcachofra — um alimento que carrega camadas, proteção e delicadeza. Em muitas culturas, a alcachofra é vista como um símbolo de generosidade devido à abundância de suas folhas e flores. Na Grécia Antiga, a planta era associada à fertilidade e à regeneração. Sua forma peculiar, que protege um coração tenro e comestível, também levou a associações com proteção e amor . A alcachofra representa processos, tempo, cuidado e descoberta. Para acessar seu coração, é preciso paciência, presença e atenção. Assim como na cozinha. Assim como na vida. Assim como nos processos de aprender, ensinar e se transformar.
Em resumo, somos um projeto vivo de amor pela comida, pelas pessoas e pelos caminhos que se constroem a partir do alimento.



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